quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

TRAUMA DE COLUNA CERVICAL

1. INTRODUÇÃO

Mesmo com os recentes avanços da medicina, os traumas da coluna vertebral permanecem como uma das lesões traumáticas mais trágicas. O principal objetivo no atendimento às vítimas do trauma envolvendo a coluna vertebral e medula é reduzir a chance de haver déficits neurológicos e prevenir lesões adicionais que podem ocorrer no atendimento à vítima.


2. DESENVOLVIMENTO
2.1 TRAUMA DA COLUNA VERVICAL

A medula espinhal é protegida pelos ossos da coluna vertebral, e leva os sinais nervosos do cérebro para o resto do corpo, distribuindo estes sinais aos nervos.



O traumatismo de coluna vertebral (traumatismo raquimedular) pode ser o resultado de várias lesões, incluindo:

• Acidente automobilístico, motociclístico ou ciclístico,
• Quedas,
• Ferimentos por arma de fogo,
• Ferimentos por arma branca (ex. faca),
• Agressão física,
• Acidentes na prática desportiva, etc.

A maioria dos traumas raquimedulares acomete pessoas jovens e do sexo masculino. A maior parte das lesões acontece na região cervical (área do pescoço). O trauma pode ser o resultado de:

• Contusão da própria coluna vertebral (tanto por lesão direta como por mecanismo de chicote – pela ausência da proteção de cabeça no banco do carro),
• Perda do suprimento de sangue para a medula – Pode ocorrer tanto pela formação de um hematoma (coágulo de sangue) que comprime a medula espinhal e os vasos que a suprem, como por lesão direta desses vasos (ruptura),
• Secções da medula - A secção parcial ou total da medula é bastante rara. As lesões da medula são sérias e podem causar diminuição ou perda total da força motora, coordenação ou sensibilidade, ou ainda, de outras funções (como a perda do controle da bexiga e dos intestinos).



2.2 QUADRO CLÍNICO

Os sintomas do trauma raquimedulares variam e dependem do local e da severidade da lesão. Os traumas completos da coluna vertebral - trauma que resulta em uma perda total de sensibilidade ou da motricidade (ex. andar) – são correspondentes à altura de onde ocorreu o dano. Por exemplo, uma pessoa que teve uma lesão no meio do pescoço perderá a sensibilidade e não poderá mover-se abaixo do meio do pescoço. Quase a metade dos casos de lesões da coluna vertebral é completa. Lesões completas que acontecem no pescoço superior podem chegar a comprometer a capacidade de respirar e podem determinar que a pessoa precise usar um ventilador mecânico.

Dor (ou pressão) no pescoço, nas costas e na cabeça ou ainda, hematomas, contusões e inchaço na pele da área afetada, podem ser outros sinais indiretos que acompanham as lesões da coluna vertebral.

As lesões de um lado específico da coluna vertebral ou de sua região central produzirão padrões característicos de sintomas, como fraqueza ou paralisia dos braços ou pernas, ou de um lado do corpo. Em uma pessoa ferida que está inconsciente, o grau de lesão neurológica pode ser muito mais difícil de avaliar. Dessa forma, quando os médicos têm um alto grau de suspeita de uma lesão da coluna vertebral, tomam os devidos cuidados para protegê-la. Isto é normalmente feito usando um colar cervical para imobilizar o pescoço, fixando a pessoa a uma prancha rígida para transportá-la.

2.3 DIAGNÓSTICO

A possibilidade de trauma da coluna vertebral deve ser considerada em qualquer um que esteve em um acidente de automóvel grave ou que experimentou uma lesão significativa da cabeça ou do pescoço. Quando a pessoa estiver consciente, ela será indagada se tem dor no pescoço e se ela pode sentir e mover seus braços e pernas. Também será avaliado o uso recente de drogas ou álcool, questionado se existem outras lesões dolorosas que possam desviar a atenção de um dano no pescoço, e quanto à presença de outros sinais de dano da coluna vertebral.

Radiografias, Tomografia Computadorizada (TC) e Imagem de Ressonância Magnética (IRM) são opções de exames a serem usados para avaliar a coluna vertebral.

Um colar cervical para manter o pescoço imobilizado será freqüentemente mantido imóvel até que os resultados dos exames estejam disponíveis. Se houver suspeita uma lesão da coluna cervical, o colar pode ser mantido por vários dias, até mesmo se os exames forem negativos, no caso de uma lesão existir, mas não ter sido descoberta por causa do inchaço ou do espasmo muscular.

As lesões completas da medula espinhal são diagnosticadas quando há perda total da sensibilidade e controle motor. Danos incompletos causam quantidades variáveis de perda sensitiva, fraqueza ou paralisia, dependendo do local do dano.



2.4 PREVENÇÃO

Prevenir uma lesão da coluna vertebral requer prevenção de dano traumático à coluna vertebral, especialmente do pescoço. As causas principais de dano da coluna vertebral incluem acidentes automobilísticos, quedas, jogo esportivos, mergulhos acidentais e armas de fogo.

Para prevenir estas lesões é importante:
• Usar cintos de segurança,
• Nunca beber antes ou enquanto dirige,
• Não mergulhar em águas de profundidade desconhecida,
• Só mergulhar pelo menos em águas com 1,5m ou mais de profundidade, com os braços sempre pra frente,
• Usar equipamento protetor ao praticar esporte,
• Proteger-se contra quedas,
• Prevenir o acesso de crianças a armas.

2.5 TRATAMENTO

A maior parte do tratamento das lesões da coluna vertebral envolve uma conduta expectante (esperar para ver a evolução). Se o dano for secundário, só o tempo revelará a duração da recuperação. Para aqueles que tiveram lesões graves uma recuperação completa é altamente improvável, e o tratamento consiste em encorajar, ensinar a adquirir novas habilidades e a desenvolver novas estratégias de vida. A cirurgia às vezes é necessária no trauma de coluna que danifica as estruturas ósseas que envolvem a medula espinhal, para ser estabilizada ou para a drenagem de um coágulo sanguíneo a ser removido. Áreas ativas de pesquisa incluem o transplante de células nervosas, a regeneração dos nervos e terapias com medicamentos para melhorar a recuperação da função neurológica.


2.6 QUAL MÉDICO PROCURAR?

Todos os casos de trauma de coluna vertebral real ou potencial precisam da avaliação médica imediata (no pronto socorro), inicialmente do emergencista e depois do neurocirurgião.

3 CONSLUSÃO

A duração dos sintomas das lesões da coluna vertebral depende da natureza e extensão da lesão. Embora o trauma de coluna possa ter conseqüências terríveis, a história natural da maioria das lesões de medula é uma das que mais avançou. Os cuidados rápidos e apropriados dos pacientes com trauma espinhal agudo aumentarão as chances de recuperação neurológica, irão prevenir lesões adicionais, e reduzirão as complicações.

Pequenas contusões podem se resolver espontaneamente. A recuperação completa às vezes leva semanas ou meses. Lesões mais graves podem freqüentemente acarretar uma perda permanente da função neurológica.

8 comentários:

  1. Muito bom esse artigo!
    Me ajudou muito para estudar pra uma prova

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  2. uhauahuau adorei sabre esse artigo, foi ótimo apreende muito estudando por aqui

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  3. Ola vendo este artigo so para me inteirar do problema que tive a uns 15 dias, sofri uma queda de uma cadeira,como tenho 103 kilos a queda foi bem pesada, não quebrei nada fui ao medico e o neuro relatou que estava tudo bem, só que eu estou com uma dormência na região do glúteo anus e pênis no dia o neuro desse que era normal, mas ta bem difícil urinar e defecar, a pergunta é isso vai demorar muito?

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    1. nesses casos pelo fato de ter uma certa quantidade alta de massa pode demorar sim mais com essa demora o resultado é mais rapido e eficaz..
      tente fika em lugares confortaveis e tomar remedios fale com um medicose sentir desconfortos ..
      obrigado!

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  4. coluna cervical é um dos pontos mais fracos e graves que pode ocorrer no corpo humano

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  5. meu primo sofreu uma lesão na coluna e perdeu os movimentos da cintura para baixo,eu gostaria de saber qual éo melhor tratamento,e se ele podera voltar a andar novamente

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